Para Fernanda Effenberger
O Sopro que Sopra a chama Anual,
É o mesmo que Sopra a chama Carnal.
Se o Universo nasceu da Morte de uma estrela,
Então, morre-se para viver ou vive-se para morrer?
Passam-se os Anos, passa-se o Tempo
E o que resta para nós?
Serão apenas as areias de Cronos?
A cada Dia,
A cada Ano,
A cada Década,
E os Séculos também,
Morre uma estrela no Céu.
E mesmo passando-se vários Outonos,
Nós vemos sua Chama,
Brilhando eterna enquanto dura.
E se um Universo nasce de cada Estrela que passa...
Então, se Vive para Nascer
E a Morte é inevitavelmente inevitável.
O Vento que sopra o sopro da chama Natalícia
É o mesmo vento que sopra A Eterna Chama Sagrada.
A Carne apodrece, definha, retorna pó.
Mas a Alma renasce a cada Vento Primaveral.
E apesar dessas Palavras simples
Jogadas assim ao seu Vento,
Que seja como a estrela, soprada todo Inverno
E que sempre acende como o Verão febril.




xiko baker
Qui 05 Nov 2009 15:14