para Maria
Conceição
Aquela
Árvore cresceu e deu frutos.
Ela é alta
dos seus calcanhares
De onde se
vê sua copa bela e frondosa.
Aquela
Árvore deu vida e deu frutos.
Suas raízes
são grandes e tenras
Para as
maçãs, peras e amoras não caírem tão longe assim.
Aquela
Árvore tem os galhos longos e aconchegantes,
Suas folhas
largas, tal costas, protegem do Sol salgado
E retém a
raiva torrencial de Março.
Aquela
Árvore que deu frutos, seus frutos deram.
Cada um a
sua maneira, estrondosos e arboríferos.
Suas maçãs,
laranjas e figos não seguiram a tradição,
Porém,
seguiram suas raízes ao longo da margem,
Seguiram
sua sombra ao longo dos anos,
Sombra
eterna enquanto dura...
Agora, os
frutos, árvores altas e frondosas,
A protegem
com a vida que lhes deu.
Sob suas
sombras arboríferas e estrondosas,
Com folhas
largas, tal costas,
Do Sol que
salga a cobrem.
Com seus
galhos aconchegantes e longos
De costas
largas, tal folhas,
Da raiva
torrencial de Março,
Gota a gota
a acalmam.
E naquele
dia quando a Vida deu vida ao fruto,
Que caíra
não tão longe assim,
E tornou
Árvore para dar vida ao seu fruto,
Regozijam
neste dia sua concepção que lhe dá o título.
E de
estação em estação seus eternos anos durarão enquanto
Seus frutos
caírem não tão longe... não tão longe...